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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ausência justificável

Como já era esperado, me ausentei por conta do TCC (Treeeeevas!), mas cá estou de volta, com atualizações mais frequentes. Prometo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Na cama com Madonna


Acho que estou tão paranóica com o trabalho que tenho tido sonhos bem esquisitos ultimamente. Ontem sonhei com a Madonna. Não foi um sonho convencional. Pelo contrário, foi trágico. Ela não estava dançando loucamente no placo, muito menos adotando outra criança africana. Sonhei que Madonna tinha morrido. Não de velhice, nem de alguma doença, mas em um acidente de avião.

No sonho (ou pesadelo), a morte da diva do pop simplesmente causou uma verdadeira revolução no trabalho. Eu e o resto da equipe inteira ficamos insandecidos atrás de informações e fotos. Pior: não tínhamos a biografia da cantora pronta. E vocês o quanto tem para se contar em se tratando dela, não é? O maior caos, a maior revolução, o maior desespero. Por isso eu digo: Madonna, não morra de repente, por favor.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Falsa baiana



A homenageada da vez da última edição do São Paulo Fashion Week, que terminou nesta sexta-feira, foi a falsa baiana mais famosa do mundo: Carmen Miranda. Certamente a exposição que montaram sobre a portuguesinha mais arretada da história foi uma das coisas mais bacanas da semana de moda paulistana.

Na pequena sala ambientada por Daniela Thomas, trechos de filmes estrelados pela cantora, fotos e muitas, mas muitas peças de roupa que vieram diretamente do Museu Carmen Miranda, no Rio. Destaque para os vestidos e plataformas originais usados pela “pequena notável” em diversas produções hollywoodianas.

Poucos se arriscavam a dar um pulo na mini-mostra sobre a cantora/atriz, mas os que o faziam não se arrependiam.Veja fotos aqui.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Só 10 minutinhos

Conheço pessoas que dariam o fígado para conseguir entrar no São Paulo Fashion Week. Gente que entraria no mais puro êxtase só de pisar na Bienal durante a semana de moda. “Ah! Os desfiles, as modelos, os lounges, o chique, o Gianecchini, a Raquel Zimmermann”. Confesso que achei tudo (ou quase tudo) muito menos glamouroso do que imaginava.

Para quem não sabe, estou ajudando na cobertura social do SPFW. Nesta quarta-feira,
tive a oportunidade de assistir ao desfile da V.ROM, grife encabeçada por Igor de Barros, “uma das estrelas da moda masculina no Brasil”. A apresentação da marca, marcada para as 20h, começou “pontualmente” às 20h30. Olofotes acesos, fótografos a postos, “let the show begin”.

Clique para ver fotos do desfile que eu assisti

Na passarela (muito menor do que eu imaginava), garotos branquelos com ares de europeus exibiam looks com muito couro e brilho. Até achei bonito, interessante, artístico, diria. Quando estava começando a gostar, as luzes se apagaram. Eu, leiga, pensei “Putz! Será que agora eles vão apresentar a coleção feminina (duh!!!)?”. Então os modelos começaram a entrar em fila. O desfile tinha realmente acabado... às 20h40.

Que frustração! Saí de lá indignada.“Como
assim? Eu peguei filas e filas, fiquei esperando na porta um tempão, fugi da salinha de imprensa e larguei a minha colega de trabalho falando sozinha só pra ver um bando garotos bonitinhos vestindo roupas bizarras por 10 minutos!?!?!?!?”.

É estranho pensar que esses estilistas trabalham duro por seis meses sem parar por 10 minutinhos de glória na semana de moda paulistana. Sem falar nos cachês astronômicos que muitas grifes pagam só pra ter Raquéis e Giseles no seu casting. Raquéis e Giseles que passam bem menos de 5 minutos em ação, que fique bem claro.

Vendo pelo lado bom, o São Paulo Fashion Week é um evento legal quando se tem uma credencial de imprensa. U
m crachazinho amarelo te dá passe livre em todos os lounges e você ganha muitos brindes legais e come e bebe de graça. Fora isso, tem bem menos brilho e muita gente feia. Vários estudantes de moda e pessoas vestidas bizarramente.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Política para jovens

Os Estados Unidos têm um presidente negro sorridente que atraiu uma multidão de jovens esperançosos para as ruas de Washington. Por aqui, outros personagens nem tão negros, mas igualmente sorridentes tentam trilhar caminhos parecidos. Adivinha quem é o mais novo blogueiro do portal da MTV?



Sim! É o nosso Senador da Repúlica, conhecido também como ex-Marta e papai de João Suplicy e Supla: Eduardo Suplicy. Qual é a estratégia, hein, Suplicy? Se aproximar dos adolescentes que curtem MTV e angariar uns votinhos na próxima eleição?

Clique aqui para ver o blog do Senador

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Repaginando

Como meus (dois) leitores puderam notar, resolvi mudar o layout do blog. Nada melhor do que que uma mudança de visual para iniciar uma nova fase, não é mesmo, caros?

O nome, no entanto, eu mantive. Gosto de brainwave, principalmente pelo jogo de significados. Além de "onda cerebral", brainwave é o termo britânico equivalente ao americano brainstorm, que quer dizer boa idéia repentina.

Do Longman Dictionary of Contemporary English:

brain.wave [countable]
1 British English a sudden clever idea [= brainstorm American English]
I've had a brainwave! Let's go this weekend instead.
2 an electrical force that is produced by the brain and that can be measured.

Agora, deixando a sessão nostalgia (fui uma teacher some time ago), digo que é muito bom estar de volta repaginada.

That's all folks!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cemitério

Lá no trabalho temos uma pasta chamada “Mortes”. Para quem não é do meio, trata-se de um procedimento bastante comum nas redações. Nós, jornalistas, ávidos por histórias que despertem comoção nacional, costumamos manter um arquivo com pastas de pessoas que estão à beira de bater as botas. Morte dá audiência, muita audiência mesmo. E quem noticia primeiro, sempre se dá bem. Por isso, é fundamental estarmos preparados.

Nesse verdadeiro “cemitério” de informações sobre os próximos presuntinhos, biografias e mais biografias, fotos e outras informações que talvez sejam importantes quando a hora deles finalmente chegar. Enquanto ela não vem, nós, precavidos, nos colocamos a escrever sobre a trajetória desses que estão com o pé na cova.

Para que qualquer internação desses moribundos não desencadeie uma correria frenética no ambiente de trabalho, nada melhor do que ter cartas na manga. Uma dessas cartas caiu no meu colo ontem. Não sei se vocês sabem, mas Patrick Swayze, o astro de “Ghost – Do Outro Lado da Vida” e de “Dirty Dancing – Ritmo Quente” está internado com pneumonia e câncer no pâncreas. Dizem ainda que os tumores se espalharam e que agora o pulmão dele também foi afetado.

Deixar para amanhã o que podemos fazer hoje? De jeito nenhum. Vai que ele resolve morrer às 7h de um sábado, quando a redação está praticamente vazia. Então, me pus a escrever sobre a vida emocionante desse ator, sem qualquer dor no coração ou vestígio de sensibilidade, e ainda ganhei um elogio da editora depois.

Sinto como se tivesse matado o cara e ainda tivesse ganhado para isso.
Mundinho cão...

De volta à programação normal

Esse negócio de Twitter deu certo...por 6 longos meses. Até que fiquei de saco cheio e resolvi deletá-lo. 140 caracteres? Ah, não dá. São pílulas de escrita para alguém tão verborrágica como eu.

Sendo assim, sem mais justificativas, retomo a minha velha e humilde rotina de blogueira. Por aqui, as mesmas bizarrices de sempre.

Dizem que “a boa filha à casa torna”. E cá estou eu... mais uma vez!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Pais que odeiam seus filhos

Pais se inspiram na Olímpiada para dar nome a filhos

Francamente, pais que fazem isso com os filhos são "do mal".

terça-feira, 29 de julho de 2008

Pelé no caos aéreo argentino

Hoje estava ouvindo a CBN a caminho do trabalho. Já estava bem perto do estacionamento onde paro quando o Heródoto começou a ler uma notícia sobre um grupo de seminaristas, padres e jovens católicos brasileiros que realizaram uma espécie de protesto frente ao caos aéreo na Argentina. Parei para ouvir, claro.

Gritos? Empurra-empurra? Pancadaria? Panelaço? Que nada! Uns, que faziam parte do grupo, tiraram sacos de dormir e deitaram no chão do aeroporto. Outros tentaram jogar futebol (cara... jogar futebol!!!). Ao serem vetados pela segurança, que não deixou a pelada rolar, os brasileiros começaram a gritar em coro “Pelé, Pelé, Pelé”.

Genial!!!

sábado, 7 de junho de 2008

Ocupação do MTST em Mauá

Videorreportagem que editei pra Oficina de Telejornalismo da faculdade.
Vejam! Ficou bacana =)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Resoluções para 2008 (ou não)

Nunca tinha arriscado isso antes. Colocar metas em um papel (ou em um arquivo de word, que seja) me soava um tanto ridículo, mas cá estou eu, fazendo a minha listinha (patética) de resoluções de Ano Novo. Dizem que funciona... será mesmo?

Meta 1: Ler pelo menos 10 livros, tirando os que eu tenho que ler para a faculdade.

Okay.Eu quero ser jornalista. Isso vocês já sabem. Ótimo. Agora como eu vou conseguir isso se no último ano eu só li 6 livros, sendo 2/3 deles para a faculdade? Isso me deixa master frustrada.

Meta 2: Voltar a fazer terapia

Nessa correria do fim de 2007, com tantas mudanças e coisas pra resolver, acabei deixando a minha psicóloga na mão. Ela já ligou aqui umas três vezes, mas nunca conseguiu me encontrar. E, agora, estou absolutamente morrendo de vergonha de ligar de volta. Sinto uma falta brutal das sessões. Elas me ajudavam a colocar as idéias no lugar.

Meta 3: Recomeçar a fazer aulas de ballet clássico

Improvável, mas não impossível. É, minha gente, eu já dancei muito nessa vida. Digamos que praticamente passei metade da minha (infame) existência mexendo o esqueleto em vários palcos pela estrada a fora. Parei há uns 4 anos. Engordei um monte, virei a pior das sedentárias, perdi todo o traquejo. Uma pena.

Meta 4: Falar duas vezes menos

Quem me conhece, sabe do que se trata. É. Eu falo. Um monte. E sim, gostaria de falar menos. Bem menos e, como na meta posterior...

Meta 5: Ouvir quatro vezes mais

(A mais urgente das metas. Sim, elas não estão em ordem de prioridade)

Meta 6: Perder dois quilos (ou quem sabe uns três)

Almoçar fora de casa não está ajudando em nada. Por que todos os restaurantes por quilo do mundo tem que ter fritas? Que droga! Desse jeito não dá. É mais forte do que eu.

Meta 7: Atualizar esse blog com freqüência

Tá. Isso é minha meta há, pelo menos, 3 anos.

Meta 8: Sair do trabalho em um horário decente

Emprego novo, chefes novas (sim, todas mulheres. Aliás, na minha área, só tem mulheres), processos novos. Olha, começar não é fácil, viu? Mas não que não seja bom. Digamos que o que eu mais queria na vida há 3 meses era arranjar um estágio na área. Agora que eu tenho um, não me canso de trazer trabalho pra casa e sair do escritório às 20h.

Meta 9: Falar inglês pelo menos uma vez por mês

Medo, muito medo de perder minha fluência.

Meta 10: Retomar o francês

Ah! Eu adorava as aulas de francês. Me divertia um monte tentando imitar o sotaque do professor. “Je parle français” – Moi non plus =(

Meta 11: Viajar pelo menos uma vez

Estou com overdose de São Paulo. Sério. Faz uns 4 anos que eu não deixo essa cidade cinza. Eu PRECISO MUITO sair daqui. É MUITO sério.

Meta 12: Não deixar de sair aos sábados à noite

Passei 70,81236126312638612382% dos meus sábados em casa o dia todo, por conta de trabalhos da faculdade, entre outras coisas. Não quero mais isso pra minha vida.

Meta 14: Fotografar mais

O que é a vida sem um pouco de arte?

Meta 15: Conhecer Paris

Louvre, Champs-Élysée, Torre Eiffel, Montmartre. Ai, ai...sonho de consumo. Sempre foi, sempre será e estará em todas as listas de metas que eu fizer (se eu efetivamente fizer outras) até eu finalmente conhecê-la.

Meta 16: Ir a, pelo menos, um show

Cansei de perder shows, definitivamente. E, nesse ano, já comecei com o pé esquerdo. Nada de Iron ou Interpol. =(

domingo, 18 de novembro de 2007

Acredite, vale muito a pena

- Então, estamos indo embora.
- Já?
- Mas a gente volta no fim de semana que vem.
- Fim de semana que vem? Fim de semana que vem demora muito. Eu me sinto bem quando vocês vem aqui.

E abriu um sorriso. Meu peito acelerou, senti um arrepio. Não existe e nem pode existir nada mais gratificante neste mundo do que ouvir isso. Quis adotá-lo, fugir com ele dali, levá-lo pra casa e nunca mais deixar que fizessem mal a ele.

É meio indescritível e inexplicável o que sentimos quando recebemos uma retribuição assim de alguém que estamos tentando ajudar. Uma frase assim enche o voluntariado de sentido, faz o esforço de cada tarde de sábado e de cada manhã de domingo valer a pena.

domingo, 11 de novembro de 2007

A cronicidade dos transportes públicos

Ontem, depois de muitos, muitos, muitos meses mesmo peguei a linha verde. Tinha esquecido do quanto eu gosto de pegar metrô nessa linha. É tudo tão clean, tão agradável, tão artístico.

Na estação Vila Madalena, entro no vagão e me deparo com umas televisõeszinhas penduradas no teto. Quase me senti no Japão. Eu me lembrava desses pequenos televisores, mas nunca os tinha visto ligados. Até que, ontem, pela primeira vez, lá estavam eles, dando informações sobre o menor peixe do mundo. Vocês sabiam que o menor peixe do mundo vive nas Filipinas? Pois é. Ele vive nas Filipinas e mede não-sei-quanto exatamente, mas lembro que ele é menor do que 1 centímetro.

Vejam só, metrô também é cultura. Cultura inútil, é verdade, mas não totalmente descartável. Situações como essa podem gerar surtos inspiração superprodutivos. Talvez soe um tanto estranho para vocês, mas acredito que escrevia mais e melhor quando perambulava por aí usando transporte público. Agora que eu dirijo pra cima e pra baixo, sinto falta de encarar o aperto de um ônibus na hora do rush.

Como assim você sente falta de pegar ônibus lotado, Renata? Você está sã? Você bebeu? Não, gente. Explico: Passo cerca de 3 horas por dia indo para lá e para cá dentro de um carro. Lógico que tem suas vantagens. Vou ouvindo rádio numa boa e não me estresso, a não ser com aqueles boyzinhos apressados que costuram o trânsito e que realmente me tiram do sério. Além disso, dirigir também é muito gostoso. Quando o tráfego está livre, é quase uma terapia. Mas as vantagens acabam por aí.

O carro, quando você não dá carona para ninguém, é um meio de transporte muito solitário. É só você, você, você, o Heródoto falando no rádio de vez em quando, você de novo e mais ninguém. Tem as outras pessoas, que estão nos outros carros, mas dificilmente você vai ter alguma oportunidade de interação com elas. A não ser quando você fecha alguém e toma um xingo ou quando você bate o carro e é obrigado a descer para pegar dados.

Já um ônibus lotado, às vezes, nos presenteia com situações tão inusitadas que geram crônicas belíssimas. Situações que eu jamais poderia presenciar se estivesse dirigindo o meu Golzinho. É disso que eu sinto falta. Sinto falta desse breve contato que eu tinha com outras dezenas de universos particulares desconhecidos. Sinto falta de observar as pessoas a caminho de um lugar qualquer e reparar nos seus gestos, nos seus modos. Sinto falta das histórias que ouvia sem querer querendo e de toda a inspiração que com elas vinha.

E agora, vocês continuam me achando louca?

domingo, 21 de outubro de 2007

Love, love, love? What is that?

Algo que escrevi em inglês dia desses. Fazia uma cara que não escrevia em inglês, sabem?

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"Love is patient, love is kind. It does not envy, it does not boast, it is not proud. It is not rude, it is not self-seeking, it is not easily angered, it keeps no record of wrongs. Love does not delight in evil but rejoices with the truth. It always protects, always trusts, always hopes, always perseveres."

Unfortunately, I still haven't found anybody who knows what all this is about. Nowadays, it's too easy to say "I love you". People say this sentence so often that it has lost its meaning. It's just like saying "hello" or "goodbye". It has become an empty something, a frivolous caprice of people who want to impress and get a piece of “that”, if you know what I mean. Or maybe this kind of love I’ve been thinking of doesn’t really exist. Maybe only mothers know what true love is. Therefore, I believe one should say “I love the relationship I’ve been having with you” instead of saying “I love you”. ‘Cause truly loving somebody is a way too complicated.

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É engraçado como algumas pessoas, num relacionamento a dois, não têm coragem de dizer a verdade quando não gostam mais do seu(sua) companheiro(a). Estava discutindo isso com uma amiga na semana passada. Em vez de expor a verdade nua e crua rapidamente, ficam caçando pêlo em ovo e dando um monte de desculpas...até arranjar uma que seja pelo menos um pouco digna de um pé na bunda. Não sei o que é pior. Acho que ir direto ao ponto pode ser doloroso, mas talvez a superação seja mais fácil e menos demorada.

E pode esquecer que, depois de um fim traumático, o(a) seu(sua) ex não vai pagar a conta do analista pra você.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O mal do século?

O trabalho que não deu certo? “Ai! Tô estressado.” Teve uma briguinha com o namorado? “Ai! Tô estressada.” Sua mãe te sufoca e te liga a cada 10 minutos? “Que estresse” Ultimamente, todos se dizem estressados por um motivo ou por outro, mas poucos sabem o que é estar estressado pra valer. E acho que é por isso, quando alguém se diz estressado de verdade, as pessoas não levam muito a sério, dizem que é frescura etc.

O estresse está ligado ao aparecimento de reações fisiológicas desencadeadas por diferentes tipos de situações que enfrentamos, traumáticas ou não, que exigem adaptações. Essas respostas, quando exageradas, podem levar a um desequilíbrio geral no organismo. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas em geral, o estresse causa: dores de cabeça, indigestão, dores musculares, insônia, taquicardia, alergias, insônia, queda de cabelo, mudança de apetite, gastrite, dermatoses, esgotamento físico, apatia, memória fraca, tiques nervosos, isolamento e introspecção, sentimentos de perseguição, desmotivação, autoritarismo, irritablilidade, emotividade acentuada, ansiedade, entre outras coisas.

Descobri que estava estressada há um bom tempo. Tinha vários desses sintomas da listinha, mas não sabia que era estresse, ou não os associava ao estresse. O término do meu relacionamento de um ano agravou o quadro. Foi como válvula de escape. Tudo veio à tona de repente. Coisas que me incomodavam um pouquinho, passaram a me incomodar muito mais. Uma potencialização de sentimentos assustadora.

No meu caso, eu fiquei desequilibrada, na essência da palavra. Parecia que o meu corpo tinha saído do eixo. Me sentia como se tivesse andando numa corda bamba após tomar umas 2 taças de vinho. Era uma tontura chata, que me deixava ainda mais nervosa, por me tornar inútil. Perdi uma semana inteira de aulas na faculdade e duas provas por não poder dirigir muito.

Não é a primeira vez que isso acontece comigo. Já tive um quadro agudo de estresse quando estava no meu outro emprego e os sintomas foram basicamente os mesmos. Suspeitaram de labirintite, me deram doses e doses de dramin na veia e nada adiantou. Fiz audiometria pra ver se meus ouvidos estavam normais. Tudo okay. Fiz também o otoneurológico, que detecta labirintite. Deu negativo. O engraçado que eu só melhorei quando comecei a tomar medicamento para labirintite...vai entender.

Dessa vez foi a mesma coisa. Não cheguei a repetir os exames, nem nada. A médica que me atendeu ficou meio confusa. Não sabia o que poderia estar causando aquela tontura e tal, até eu relatar o que aconteceu comigo da outra vez. Então ela me prescreveu Vertix de novo. E só assim pra tontura ir embora. Talvez tenha um efeito meio “emplastro”. A mente tem dessas coisas.

Pelo menos agora eu sei que não preciso lidar com isso sozinha. Logicamente que a ajuda tem um preço. Preço bem alto, pra falar a verdade, mas é um investimento que eu sei que vai dar resultado.

P.S.: O The Verve voltou e só eu que não sabia?!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Dos pequenos prazeres

Escrever sobre nada específico, apenas escrever. Conversar com meus amigos em um boteco até altas horas enquanto bebo suco de polpa de abacaxi bem gelado. Sair pela cidade em busca de cenas fotogênicas. Ouvir música no carro com os vidros escancarados.Correr e gritar muito enquanto isso. Dirigir sem rumo. Tomar banho antes de dormir. Falar ao telefone com alguém divertido por horas.Dar muita risada. Falar besteira de graça. Jogar conversa fora. Ficar na banheira até os dedos ficarem enrrugados. Comer Twix derretido. Visitar amigos de sopetão. Dormir ao som do barulhinho da chuva batendo na janela. Dançar jazz pela casa quando estou sozinha. Ler até de madrugada. Tirar os sapatos no fim do dia. Ficar de pijama o dia todo no domingo.Chorar e rir ao mesmo tempo. Cortar o cabelo depois de 4 meses sem fazer isso. Andar pela Paulista sem ter um lugar pra ir. Passar horas na Fnac só namorando os livros, CDs, DVDs e aparatos eletrônicos e não comprar nada. Ver filmes que fazem pensar. Debater sobre esses filmes depois de sair da sala de projeção tomando chocolate quente. Deitar nos bancos do bosque da Metodista e ficar olhando as árvores. Olhar para o céu deitada no chão. Descer morrinhos com papelão. Xingar com os palavrões mais escrabosos alguém que fez algo de errado. Usar pijama de flanela no frio. Abraçar bem forte. Ouvir as histórias das velhinhas que me abordam no ponto de ônibus.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Sui caedere ou síndrome de Sunsan Sontag

16 de junho de 2007, quinta-feira, duas horas da tarde. Uma multidão se aglomerava na calçada do outro lado da rua onde moro. Um pouco mais a frente, três viaturas e pelo menos mais quatro cabos policiais. A movimentação era simplesmente incompatível com o horário. Na verdade, a movimentação era incompatível com qualquer situação normal. Algo muito estranho estava acontecendo.

Eu estava na garagem, esperando o portão abrir para eu subir a rampa e finalmente sair. Foi quando atingi a calçada que vi essa cena e tive dimensões do que estava havendo. Alunos da escola ao lado, moradores dos prédios vizinhos e outros transeuntes parados na rua olhando para frente.

Enquanto uma mulher de meia-idade bloqueava a saída da garagem com seu Renault Clio, olhei na direção que todos olhavam. No prédio vizinho ao meu, um homem dependurado em uma janela ameaçava se suicidar. Imediatamente pensei: “Se ele realmente quisesse se jogar, já teria se jogado”. Eu tinha absoluta certeza que ele não ia se jogar. Mesmo assim, inevitável não ficar impressionada com a situação.

Ainda meio atordoada, tornei a olhar para frente. Desta vez, percebi flashes que vinham das mais diferentes direções. Câmeras digitais e celulares de todos os tipos. Vários curiosos fotografavam a cena. Era como se a multidão gritasse “Pula! Pula logo, que eu quero uma foto!”. Quem sabe eles não conseguiriam uma imagem mais interessante se o homem se atirasse? No mesmo instante, minha garganta deu um nó. Senti nojo. Tive vontade de atropelar todos eles. O que eles fariam com uma foto daquelas?

Acelerei o carro, quis gritar e sair logo dali. Meu maior desejo naquele instante, no entanto, era não ser mais parte dessa raça (des)humana e asquerosa. A repulsa era tão grande que não coube em mim. Comecei a chorar copiosamente. Fiquei enjoada, trêmula, quase não consegui dirigir. Durante o trajeto inteiro xinguei internamente toda a humanidade e me derreti em lágrimas. Só me recompus ao chegar ao trabalho.

Quando cheguei em casa, lá pelas 22h, liguei imediatamente para o porteiro a fim de saber o desfecho da história. Felizmente, quem quer que seja, não se jogou, como eu havia previsto. E nós, quando vamos jogar pela janela esse gosto barato pelo mórbido?

domingo, 29 de julho de 2007

Volta às aulas

Voltam os amigos, os alunos, os papos no bosque da faculdade. Os trabalhos bacanas, as entrevistas, as discussões filosóficas. O chocolate quente do café do Delta, as conversas de corredor, a zoeira na sala de aula.

Mas voltam também as provas, os professores chatos e pessoas malas. As toneladas de lições de casa para corrigir, as aulas para preparar. A correria, o estresse, a cobrança, a gastrite.

Na real, eu não poderia viver sem nada disso.

domingo, 15 de julho de 2007

Anima Mundi 2007


Sexta-feira à tarde e, para não ficar no tédio, nada melhor do que bastantes animações. Já que estou trabalhando de manhã, aproveitei para ir ao Anima Mundi 2007 (www.animamundi.com.br) durante a semana mesmo. Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. As filas estavam rápidas e dava pra circular pelo local sem tomar um chute na canela ou uma cotovelada na barriga.

Faz exatos 5 anos que freqüento o Anima Mundi, e há 3 o evento é realizado no Memorial da América Latina. Eu não gosto muito da idéia, já que acho essa construção do Niemeyer em particular bem feia e desconfortável, mas as salas de lá são bem grandes, adeqüadas para as proporções que o festival tomou.

Nesta edição, parece que finalmente os organizadores usaram a cabeça e colocaram a bilheteria fora do espaço físico de evento. Ficou uma maravilha, nada de tumulto no corredor de entrada ou na praça de alimentação. Já era tempo, não? Enfim, mas chega de ficar falando de exteriores e interiores, isso é papo pra arquiteto, coisa que eu não sou.

Assisti a 3 sessões: curtas 5, curtas 3 e curtas 14. Destas, a que eu menos gostei foi a primeira e a que eu mais gostei foi a segunda.

Ainda que tenha sido uma sessão sacal, curtas 5 foi salva pelas 3 últimas animações: “Celestina”, uma animação israelense tem como pano de fundo o Nordeste brasileiro (http://br.youtube.com/watch?v=K1wo9DHpWOQ) ; “The Act”, um curta americano de 9 minutos sobre as trapalhadas de um limpador de vidros; e “Prey”, de Tom Kyzivat, sobre uma cativante (e surpreendente) criaturazinha que come grama (http://br.youtube.com/watch?v=vd0Df08bYtk). “Celestina” certamente foi a animação que mais me tocou. Chamaram a atenção a técnica, o visual, de forma geral, e a trilha sonora (“O amor aqui de casa” de Gilberto Gil.)

Curtas 3 foi uma sessão imperdível. Não dei menos de 4 pra nenhuma animação. Destaque para “Haunted Hogmanay”, (http://br.youtube.com/watch?v=avipOP98Nio)
do britânico Neil Jack, um curta-quase-longa de 29 minutos sobre um caça-fantasmas e um conhecido dele que resolvem explorar uma rua mal-assombrada que fica sob o bairro de Edinburgh.

A última sessão, curtas 14, teve altos e baixos, mais altos que baixos, é verdade. Deu pra dar boas risadas. Gostei bastante “Making of”, animação francesa que conta a história do Dragão Mo no mundo cruel da fama.

Links para outras animações bacanas do festival: